Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Pinhal
Compromisso com a qualidade. Pronta para o futuro.
Café
Calendário do Cafeicultor
 
Janeiro
Análise Foliar
A análise foliar é feita para auxiliar um programa de adubação, visando à obtenção de altas produtividades. A retirada de amostras de folhas para a análise deve ser feita por talhões homogêneos, coletando-se, na altura média da planta, o terceiro ou quarto par de folhas, cotado a partir da ponta do ramo. A amostra deverá conter cerca de 120 folhas por talhão. As amostragens são feitas quando o fruto atinge o estado de café-chumbinho, em meados de janeiro. Pode-se também, fazer uma amostragem em meados de agosto, para se avaliar o estado nutricional em que ficou a lavoura depois da colheita.
 
Fevereiro
Controle de Broca 
Além do prejuízo causado pela queda de frutos novos, o café atacado pela broca tem peso reduzido, perde pontos de classificação por tipo e sofre alterações nas características da bebida, piorando sua qualidade. Como controlar o ataque da broca: Faça uma colheita bem feita, seguida de repasse, evitando deixar frutos nos cafeeiros e no chão. Destrua cafezais velhos e abandonados, nos quais a broca encontra abrigo e se multiplica livremente. Antes de usar inseticida para o controle da broca, faça inspeção da lavoura, pois só é recomendada a aplicação de inseticida quando houver entre 3 e 5 por cento dos frutos atacados ou mais. Converse com seus vizinhos para que eles também controlem o ataque da broca.
 
Março
Controle de Ervas Daninhas 
Diminuindo a quantidade de água e adubos à disposição do cafeeiro e abrigando pragas, as ervas daninhas (mato) encontram-se entre os principais fatores limitantes da produção. Para que a infestação de mato não cause prejuízo à produção, as capinas deverão ser feitas em número suficiente e no momento oportuno, durante o período chuvoso, que começa em setembro/outubro e termina em março. As capinas ou carpas podem ser manuais, mecânicas ou químicas. O método de capina a ser utilizado dependerá do grau de infestação das ervas, do relevo, da disponibilidade de mão-de-obra, do espaçamento nas entrelinhas e da economicidade do método.
 
Abril
Análise de Solo
Análise de solo é a base para uma adubação racional, pois indica as quantidades certas de adubo a serem aplicadas, evitando a sua falta ou seu excesso, ambos prejudiciais. A coleta de amostras de terra para a análise poderá ser feita o ano todo. Entretanto, recomenda-se que seja feita por ocasião de arruação, época em que laboratórios de análise poderão fornecer os resultados mais rapidamente. Com o resultado da análise de solo e a orientação de um técnico, o cafeicultor poderá evitar prejuízos. A coleta de amostras de terra deve ser feita por talhão uniforme, na projeção da copa da planta (zona de adubação), retirada na camada de 0 a 20 centímetros de profundidade. É recomendável também amostragens periódicas a cada 3 ou 4 anos nas camadas de 20 a 40 e 40 a 60 centímetros, para avaliação das modificações ocorridas em profundidade.
 
Maio
Controle do biho-mineiro
Resultados de pesquisas mostram que estes inimigos, em condições favoráveis, podem reduzir o ataque da praga em mais de 70 por cento. Lavouras mais arejadas e sujeitas a vento são atacadas com mais facilidade. O ataque é maior nos períodos secos do ano, aumentando a partir de junho e atingindo o máximo em outubro. Também pode aumentar nos meses de março ou abril. O controle da praga com o uso de inseticida só deve ser feito quando a porcentagem de folhas atacadas, nos terços médios e superiores dos cafeeiros, for igual ou superior a 30 por cento. Não use inseticida sem necessidade, porque são caros, tóxicos e eliminam inimigos naturais das pragas e contaminam o ambiente. Em plantios novos, devido a pequena área foliar das plantas, a aplicação de inseticidas deve ser feita assim que a praga atacar.
 
Junho
Colheita
O cafeicultor deve fazer a colheita no ponto certo, quando a maioria dos frutos estiverem maduros (cereja). Colhendo-se muito cedo, haverá maior quantidade de grãos verdes que prejudicam a qualidade do café. Colhendo-se tarde, haverá maior quantidade de grãos que caem no chão. Os frutos caídos, por se apresentarem pretos e ardidos, darão também produtos de baixa qualidade. Produtos de baixa qualidade significam menor preço e prejuízos para o produtor. Faça a colheita pelo processo de derriça no pano. Não misture esse café com o de varrição. Prepare-os separadamente, pois o café de varrição é sempre de pior qualidade.
 
Julho
Calagem
A aplicação de calcário deve ser feita de acordo com os resultados das análises de amostras de solo, coletadas na zona de adubação. Quando o resultado das análises indicar a necessidade de calagem apenas na zona de adubação, faze-la na faixa de 1 metro, de cada lado da planta, aplicando o calcário em quantidade necessária apenas para área da faixa. A incorporação da calcário será feita através dos cultivos regulares. Recomenda-se o uso de calcário dolomítico, que além do calcário possui também magnésio, ambos muito exigidos pelos cafeeiros em produção.
 
Agosto
Podas e Desbrotas
A falta de uma condução adequada do cafeeiro, através de podas e desbrotas, traz grandes prejuízos aos cafeicultores, pois provoca queda acentuada na produtividade. O uso da poda se faz necessário quando se verificam certas condições adversas, como: envelhecimento da lavoura, ocorrência de geada, de granizo, desequilíbrio nutricional e fechamento da lavoura. A poda e a desbrota visam a favorecer o desenvolvimento de ramos novos, a proporcionar uma exploração mais regular de sua capacidade de produção, a facilitar a colheita e os tratamentos fitos sanitários, a reduzir o consumo de água do solo nos períodos de carência de água, a garantir uma melhor produção e a dar uma conformação harmoniosa ao cafeeiro. Em principio, a época ideal para execução das podas é após a colheita, por ocasião do período de repouso vegetativo do cafeeiro.
 
Setembro
Adubação Foliar
A adubação foliar é usada especialmente para correção do zinco e boro. Os sintomas da falta de zinco aparecem quando a deficiência se encontra em grau elevado. Para o tratamento, usa-se uma solução mista de sulfato de zinco e cloreto de potássio. O cloreto de potássio é acrescentado apenas para melhorar a absorção do zinco. Deverão ser feitas três pulverizações, sendo a primeira no início das chuvas, no mês de setembro ou outubro, quando aparecem as primeiras brotações; a segunda, em fevereiro ou março, quando os cafeeiros encontram-se em pleno desenvolvimento vegetativo; a última em abril ou maio, antes de iniciar a época da seca. Quando se adicionar boro e/ou oxicloreto de cobre na solução, deve-se aumentar a concentração de sulfato de zinco para 0,5%, porque o boro e o cobre dificultam a absorção do zinco.
 
Outubro
Adubação do solo
A adubação do solo deve ser feita em função da análise do solo e da análise foliar, devendo atender às necessidades da planta, no que se refere ao crescimento vegetativo e à produção de frutos (carga prevista). Deve ser feita no período chuvoso, dividindo-se a dose em quatro parcelamentos, sendo o primeiro o mais cedo possível, em setembro ou outubro (início das chuvas), e o último o mais tarde possível, em março ou início de abril. Quando não se empregam formulações, o fósforo pode ser aplicado todo de uma só vez, no início das águas. A dose de boro deve ser parcelada em duas aplicações, em outubro e fevereiro.
 
Novembro
Controle de cigarra
Pelos seus ataques generalizados, as cigarras podem causar prejuízos totais às lavouras atacadas. Os sintomas característicos do ataque das ninfas das cigarras, nas raízes dos cafeeiros, manifestando-se na parte aérea das plantas, pelo definhamento, pela clorose nas folhas localizadas nas extremidades dos ramos e pela queda precoce das folhas. No período seco, os sintomas tornam-se característicos, e o definhamento é o indicador das lavouras atacadas, que se tornam improdutivas. Atualmente, o controle é feito usando-se inseticida granulados sistêmicos de solo, que devem ser aplicados no período chuvoso. Essa operação apresenta riscos de intoxicação e poluição ambiental, devendo ser feita sob estrita orientação técnica.
 
Dezembro
Controle de ferrugem e outras doenças
A ferrugem é a principal doença do cafeeiro. Com relação aos danos econômicos, ela pode ocasionar redução de 20 a 30 por cento na produção de café. Os principais fatores favoráveis aos grandes surtos da doença são alta densidade foliar, no início do período chuvoso; alto potencial de inóculo residual; anos de alta produção; condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do fungo. Para o seu controle preventivo, recomenda-se a utilização de produtos à base de cobre. As pulverizações com oxicloreto de cobre 50% metálico devem ser feitas na concentração de 1% com intervalos de aplicação entre 30 a 45 dias e nas épocas indicadas no calendário. Quando o índice de ferrugem atingir de 20 a 30 por cento das folhas recomenda-se o uso de fungicidas sistêmicos.